A realidade do mundo cotidiano é cruel. Aparentemente o tempo é insuficiente para fazermos tudo que precisamos/queremos. Aparentemente?! É... quando vejo algum caso de profissional de sucesso que acumula tarefas nas mais diversas escalas sociais fico intrigado com a "fórmula mágica" usada. E nesse ponto as mulheres são o exemplo máximo quando conseguem ser mães, donas-de-casa, profissionais, atletas e ainda passam, no salão, shopping center etc.
Voltando para o campo profissional do design/publicidade é imperativo o uso dos prazos. São eles que estabelecem o seu fluxo de trabalho e organização profissional/empresarial. E se você acha que isso não é tão importante atenção: você pode estar prestes a dar um tiro no pé e não sabe disso. A reputação profissional começa a ser medida com a sua pontualidade na primeira reunião e não para de o ser até que o trabalho seja entregue (no prazo). Qualquer atraso será ponto negativo para você. Nenhum estudo extra justifica um prazo perdido, ou você anseja ser reconhecido como um ótimo profissional/empresa, mas que não cumpre prazos?!
É extremamente importante que o profissional de criação esteja atento ao definir uma data de apresentação. Todos sabemos que tem aqueles dias onde o bloqueio criativo te deixa mais inútil que xampu para carecas. E isso nunca será levado em conta pelo seu cliente/patrão/sócio/atendimento até porque a expectativa do cliente é sempre inversamente proporcional ao prazo destinado. E nesse ponto eu sou asburdamente contra o raciocínio de alguns lugares que calculam prazo fechado x 15h = quantidade de horas extra. Na verdade eu sou contra qualquer tipo de hora extra exceto raros e esporádicos casos. E olha que eu sou contra essa conduta de bloqueios a redes sociais como MSN, Gtalk e orkut. É possível ter a liberdade com o criativo desde que se saiba como controlar com eficiência o seu tempo.
E qual seria a melhor forma de definir um prazo?! Cada profissional tem uma velocidade de trabalho e uma especialidade. Desse jeito fica difícil de estabelecer um padrão. No entanto, existem alguns macetes. Primeiramente monte um cronograma inverso (desde a definição de conceitos até a entrega dos arquivos fechados). Sabendo quanto tempo, em média, você dedica para cada atividade é possível estabelecer um cronograma macro e torna-se mais fácil defendê-lo. Depois seja cristalino com o seu cliente quando for explicar o tempo que você pede. Justifique quanto tempo você precisa para fechar arquivos, definir conceitos, estudar desenhos etc.
Se você domina seu timming e sabe dialogar com o cliente, parabéns! Já foi meio caminho andado. Mas aí é que começa o mais difícil: a administração do seu tempo. Como dizia meu avô: sabendo usar não vai faltar. Não abra mão das cultura (in)útil, bate-papos e outras tantas maravilhas ou porcarias que temos por aí, mas seja controlado e saiba quando aquilo deixou de ser inspiração e passou a ser "empatação".
Seja conciente da sua velocidade de trabalho. Lembre-se que quando você não cumpre um prazo você pode estar perdendo uns pontos valiosos na avaliação do seu cliente. Seja sincero com o cliente quanto ao prazo que você precisa e não dê desculpas esfarrapadas. Aliás, se você for sincero quanto a preço e prazo não vamos precisar ficar naquele jogo de negociação que tanto discutimos. Mas isso é pauta pra outra conversa.
Mostrando postagens com marcador Mercado. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mercado. Mostrar todas as postagens
Design: entre o discurso e a prática
A grande máxima filosófica de Descartes “Penso, logo Existo” poderia, nos dias de hoje, ser substituída facilmente por ‘Twito, logo Existo’, ‘posto, logo Existo’, ‘me promovo, logo existo’ ou qualquer outra coisa do tipo. É comum encontrarmos na NET, nesse amplo espaço democrático e totalmente fora de controle, um sem número de profissionais ambiciosos, despreparados e sem princípios éticos, ávidos por alto-promoção, fazendo de tudo pra demonstrar seus pseudo-valores, a custa de espaço e reconhecimento.
Não é difícil entender o porquê, afinal na atual lógica de mercado, não basta ser competente, é preciso demonstrar ser. Nas faculdades, mba’s, cursos de gestão, treinamentos de qualificação profissional, empreendedorismo e afins, tema correntemente abordado e amplamente dissecado é o tal do marketing pessoal – se você não é visto não é lembrado – diz o ditado popular. Se junta a isso, algumas das principais competências do designer como criar conceitos, agregar valor ao produto, desenvolver identidades e embalagens que estimulem o consumo – e pronto – temos um grande campo de batalha, onde a única lei é vender sua imagem como de um super-profissional ético, criativo e antenado.
Mas ética não se vende. Criatividade não se compra no supermercado. E para estar ‘antenado’ é preciso muito mais do que ler a orelha de um livro ou copiar e replicar as idéias dos blog’s dos outros como suas – não sou contrário a fazer pesquisas ou citações, coletar opiniões ou até trocar figurinhas, desde que isso seja feito de forma saudável. A comunicação em tempo real é uma grande ferramenta e pode ser potencializar nosso trabalho.
No design existe uma grande distância entre o discurso e a prática, entre uma idéia vaga e um produto no mercado, entre uma solução imediatista e descompromissada e uma estratégia perene e efetiva. O resultado que muitos almejam, mas poucos alcançam, é fruto de trabalho árduo, planejamento, dedicação, pouco blá-blá-blá e muita ação. E esse reconhecimento tão desejado, é uma resposta espontânea do cliente/usuário/consumidor que experimenta, reage, aprova ou contesta o produto do design no próprio mercado.
Se antes, até as décadas 80 e 90, o grande problema da nossa profissão era o total desconhecimento do público do que realmente significava ser designer – quem se lembra da clássica pergunta ‘dezainer o quê’? – hoje o grande desafio é não deixar a peteca cair, ou seja, não deixar a profissão de designer cair no descrédito, com tanta gente se auto-promovendo designer sem o devido respeito e conhecimento.
Por isso, gostaria de concluir esse papo com vocês mais uma vez reforçando: É preciso sim se comunicar, transmitir suas idéias, compartilhar conhecimento. Mas falar, coerentemente, sobre design não é fácil. Fazer design muito menos. E viver de design então – é ai que a coisa pega!
2
comentários
02 dezembro 2009
Assinar:
Postagens (Atom)