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Pauta para lugares apertados

Hoje eu conheci o blog/site de Matt Brown que publica ideias inusitadas e/ou interessantes dos mais diversos campos e, entre eles, obviamente, há milhões dce coisas de design. O projeto com fotos abaixo diz estar em 45% de sua concepção/produção. É um caderno com pautas inclinadas em 45 graus onde se faz desnecessária a inclinação do caderno para se escrever em locais apertados como no avião. É no mínimo muito interessante e justificado pelas fotos abaixo.








Quantos layouts exibir pra um projeto?

Uma das questões mais debatidas entre meus colegas da Especialização em Design Gráfico na UFMA e também nas listas e fóruns sobre design que faço parte, tem sido quantos layouts devem ser apresentados como propostas de solução visual para determinado projeto.

Acredito que os designers usam uma metodologia genérica ao abordarem um problema a ser resolvido graficamente (seja um logo, um cartaz ou um cartão): quais as informações cruciais do briefing que devem ser levadas em consideração ao se transpôr intenções, mensagens e significados na peça? Nesse método geral, cada profissional pode adaptar à sua realidade (prazo, honorários, expertise, custos operacionais, porte do cliente, natureza do projeto).

Eu mesmo, até agora, sou adepto de fazer um bom levantamento de informações sobre o problema e buscar a solução mais satisfatória para resolvê-lo. Alguns trabalhos de criação de logotipo, admito, já fiz mais de 10 layouts (o que se mostra muito improdutivo, pois você tem um desgaste de criatividade e de tempo). Só que já consegui matar projetos também no primeiro layout apresentado (claro que depois de algumas dezenas de esboços). A regra que me impus foi apresentar 3 layouts (com possibilidades de variações), cada qual com um caminho diferente na proposta da solução.

Um colega comparou essa situação fazendo analogia com um tratamento médico. Ele disse que um médico não dá 2 ou 3 diagnósticos ou faz 2 ou 3 intervenções cirúrgicas. Que se o designer apresenta mais de uma proposta de layout ele deveria receber por cada uma delas (bastante justo até). Acredito que essa analogia não deva ser feita literalmente, embora eu compreenda e até concorde em parte com ela. Porém não vemos constantemente pessoas pedindo uma 2ª ou 3ª opinião sobre seu estado de saúde ou que precisam fazer uma cirurgia de emergência causada por algum erro médico? No caso do erro do designer a saúde que é afetada é da empresa que o contrata.

Outro colega me disse, e com bastante propriedade pela sua experiência, que se você apresenta mais de 1 proposta de layout você subjetivamente está dizendo ao cliente que não acredita em nenhuma delas e deixa na mão dele decidir aquela que ele “acha” que é a melhor. Isso faz com que o processo criativo e de decisão do designer possa ir por água abaixo deixando com o cliente o fechamento de todo o processo. Para um designer ter a atitude de apresnetar somente uma proposta e manter-se nela requer segurança na sua criação e determinação na defesa de sua ideia. Também compreendo e concordo em parte com essa prática sugerida pelo meu colega. Mas, no final das contas, quem tem de aprovar o layout não é a pessoa (ou equipe) que o contratou? Também não podemos “empurrar” algo se nosso interlocutor não aprova e nem compra sua ideia.

Esse processo todo é complicado pois não existe uma regra única a ser seguida, um parâmetro que sirva de bússola pra essa prática. Ler, pesquisar, debater e praticar nos leva a um amadurecimento profissional em que tais situações, espero, sejam resolvidas espontaneamente. Não quero, nem de longe, apontar um caminho a ser seguido na apresentação de layouts, pois minha intenção ao escrever esse texto é justamente provocar e gerar o debate pra daí cada um adotar sua melhor prática profissional. Recomendo que, antes do próprio cliente, você deve ficar satisfeito com seu trabalho e dormir tranquilo com aquilo que acredita ser justo.

Os comentários só enriquecerão o debate portanto fiquem à vontade. Acompanhem essa discussão também no fórum do DesignBR e no Blogarte.

Design: entre o discurso e a prática

A grande máxima filosófica de Descartes “Penso, logo Existo” poderia, nos dias de hoje, ser substituída facilmente por ‘Twito, logo Existo’, ‘posto, logo Existo’, ‘me promovo, logo existo’ ou qualquer outra coisa do tipo. É comum encontrarmos na NET, nesse amplo espaço democrático e totalmente fora de controle, um sem número de profissionais ambiciosos, despreparados e sem princípios éticos, ávidos por alto-promoção, fazendo de tudo pra demonstrar seus pseudo-valores, a custa de espaço e reconhecimento.

Não é difícil entender o porquê, afinal na atual lógica de mercado, não basta ser competente, é preciso demonstrar ser. Nas faculdades, mba’s, cursos de gestão, treinamentos de qualificação profissional, empreendedorismo e afins, tema correntemente abordado e amplamente dissecado é o tal do marketing pessoal – se você não é visto não é lembrado – diz o ditado popular. Se junta a isso, algumas das principais competências do designer como criar conceitos, agregar valor ao produto, desenvolver identidades e embalagens que estimulem o consumo – e pronto – temos um grande campo de batalha, onde a única lei é vender sua imagem como de um super-profissional ético, criativo e antenado.

Mas ética não se vende. Criatividade não se compra no supermercado. E para estar ‘antenado’ é preciso muito mais do que ler a orelha de um livro ou copiar e replicar as idéias dos blog’s dos outros como suas – não sou contrário a fazer pesquisas ou citações, coletar opiniões ou até trocar figurinhas, desde que isso seja feito de forma saudável. A comunicação em tempo real é uma grande ferramenta e pode ser potencializar nosso trabalho.

No design existe uma grande distância entre o discurso e a prática, entre uma idéia vaga e um produto no mercado, entre uma solução imediatista e descompromissada e uma estratégia perene e efetiva. O resultado que muitos almejam, mas poucos alcançam, é fruto de trabalho árduo, planejamento, dedicação, pouco blá-blá-blá e muita ação. E esse reconhecimento tão desejado, é uma resposta espontânea do cliente/usuário/consumidor que experimenta, reage, aprova ou contesta o produto do design no próprio mercado.

Se antes, até as décadas 80 e 90, o grande problema da nossa profissão era o total desconhecimento do público do que realmente significava ser designer – quem se lembra da clássica pergunta ‘dezainer o quê’? – hoje o grande desafio é não deixar a peteca cair, ou seja, não deixar a profissão de designer cair no descrédito, com tanta gente se auto-promovendo designer sem o devido respeito e conhecimento.

Por isso, gostaria de concluir esse papo com vocês mais uma vez reforçando: É preciso sim se comunicar, transmitir suas idéias, compartilhar conhecimento. Mas falar, coerentemente, sobre design não é fácil. Fazer design muito menos. E viver de design então – é ai que a coisa pega!

Embalagens bonitas, conceituais, lindas, criativas, simples, complexas...

A internet sempre me surpreende. As vezes, quando tenho um tempinho, escrevo no campo de busca do google imagens, palavras soltas... Hoje, escrevi a palavra embalagem. Vi tanta coisa legal que tive que escrever este post pra compartilhar com vocês. São embalagens bonitas, conceituais, lindas, criativas, simples, complexas... São trabalhos que valem a pena conhecer.

Este primeiro trabalho de embalagem foi criada pelo designer
naotofukasawa. Ele tentou reproduzir com o máximo de detalhes, a cor e textura de cada uma das frutas (morango, banana e kiwi - como na imagem abaixo). A sensação passada para quem compra este produto, é a de que está adquirindo um produto verdadeiramente 100% natural.


A próxima embalagem é bem interessante. Gostei da forma como o designer trabalhou a dupla academia/saúde. É uma embalagem bem resolvida conceitualmente (e a campanha ficou simples e clara).


Embalagem para salame? É, a próxima embalagem é uma embalagem de salame. Mas não é uma embalagem comum. Criada pela agência de design
FIRMA para a empresa de linguiças DYMOV, a embalagem é bem diferente das embalagens tradicionais. Na prateleira ela se destaca entre as diversas embalagens de linguiça disponíveis nos supermercados e açougues. Se combina, eu não sei, mas que chama atenção do consumidor, com certeza chama.


A embalagem a seguir está sendo vendida somente nos supermercados cariocas e tem edição limitada. Sua inspiração é no sol. Muito bonita e com 270ml.


A embalagem do energético Rubyy também é bem legal. Diferente!


As embalagens criadas para o suco Gloji mais parecem embalagens de óleos da Natura, mas são bem divertidas. Agora... Outra coisinha... Só eu acho ou a embalagem tem o formato de uma lâmpada? Será que faz parte da ideia de ser "energizante"? Quem sabe...


Estas embalagens são graficamente lindas... Eu, adorei! Todas comunicam o produto com sucesso e criatividade.



E... Por último, as embalagens que fiquei com vontade de ter... Latinhas da Coca Cola estilo retrô com 280ml. Lindas demais...


Ah... Já que to falando de embalagens... Vocês viram as embalagens de "Leite Condensado Moça" que estão nas prateleiras dos supermercados? O antigo tá de cara nova. Achei bem legal! O trabalho é semelhante ao que a marca de cerveja Brahma fez há mais ou menos 1 ano (coleção histórica de 1888 a 2008), que também achei bem bonito.

Livros, capas e capistas

Se tem uma coisa que eu adoro é livro! e por isso mesmo, se tem uma coisa que eu detesto é ir em livraria... dá desespero não poder comprar tudo. hahahaha!
Bom, no sábado fui à Feira do Livro, que está rolando em São Luís desde o dia 21. Dei de cara com a Livraria Tambores, que está com um stand bem na entrada, à direita. Aí, já viu: livros a mais e reais a menos. A Tambores é excelente para o povo de design, arquitetura, moda... tem muita coisa bacana, muito livro da Taschen e da Cosac. Pra quem não conhece ainda a Tambores, a Feira vai até dia 29, mas a loja é permanente no shopping do Automóvel, na Holandeses.

Bom, mas independente da programação da Feira, das atrações, das promoções, estar rodeada de livros é sempre um prazer... e para quem trabalha com design pode ser uma aula e uma inspiração. Daí resolvi fazer um levantamento dos bons e atuantes capistas brasileiros da atualidade.

Claro que não poderia deixar de falar do vanguardista Victor Burton, que já no final dos anos 1970 começou a criar tendências que seriam seguidas até hoje, e não só por capistas, mas por designers de todas as áreas. Aí embaixo tem uma seleção mínima do trabalho dele, trabalho este que está descrito no livro Victor Burton, de Isabella Perrota, lançado em 2006.


Algumas capas de Burton, para Companhia das Letras.


Mas o que eu gostaria MESMO de citar são os mais recentes destaques do design editorial, na minha opinião. Gente que as outras gentes precisam conhecer! =)



Sérgio Campante (meu colega gente-muito-boa, que tem surfe e talento na veia. Já produziu muita coisa pra Record, Bertrand e minha amada Zahar, que, aliás, tem uma coleção de títulos e capas cada vez mais maravilhosos)



Kiko Farkas



Rita da Costa Aguiar



Elaine Ramos (Esse projeto, da Coleção Moda Brasileira I, foi super premiado. Levou o 7º Prêmio Max Feffer de Design Gráfico, da Suzano, o Prêmio Aloísio Magalhães, da Fundação Biblioteca Nacional, entre outros.)


Mariana Newlands (adoro as capas delas, adoro os desenhos tb... não deu pra copiar imagens porque tinha que pedir autorização e eu fiquei com preguiça mas vale SUPER a pena conhecer o trabalho dela.)

Bruna Benvegnu: Com estilo próprio, muitas ideias e toda energia, está iniciando na criação de capas, mas sua produção já demonstra grande potencial. Não deixem de ver suas fotos.

*

O tema Livros é longo... mas pra não ficar chato, vou deixar o restante, capistas estrangeiros, para um outro dia! =)

Reciclando o conceito de sustentabilidade

Ontem tive a sorte de assistir, no Ceuma, a palestra do meu colega de pós, Marcelo Figueiredo, sobre sustentabilidade. Atualmente, esse tema é discutido em todo canto, mas especialmente ontem eu aprendi muitas coisas. Entre elas, destaco as 4 perguntas que todo designer/arquiteto/engenheiro (etc) deve se fazer ao idealizar um projeto:
1. É ecologicamente correto?
2. É socialmente justo?
3. É economicamente viável?
4. É culturamente aceito?
Se para alguma dessas perguntas a resposta for não, vc está falhando no quesito sustentabilidade.

A verdade é que, se pararmos um instante para pensar na definição mais conhecida de sustentabilidade, que é "suprir as necessidades da geração presente sem afetar a habilidade das gerações futuras de suprir as suas", vemos que estamos longe desse ideal, mesmo os que tem clara intenção de alcançá-lo. Mas é importante que um conceito como este esteja 'na moda'e tenha passado a ser considerado cool. O capitalismo estimula tantas falsas necessidades em nós, e em geral necessidades fúteis, que é de se admirar quando algo que visa o bem coletivo se configure agora como necessidade. Bato palmas para isso!

Nesse espírito, fiz uma pesquisa sobre reaproveitamento de materiais para novos usos, e descobri muitas idéias bacanas. As possibilidade de re-uso são infinitas, e já tem uma galera muita criativa por aí enxergando fora do quadrado.



Junior Fritz Jacquet
pegou os rolinhos do papel higienico, dobrou, amassou e pintou e ficou legal assim.




Mais informações aqui




Gabriela e Lean fazem material de escritório de peças de informática. O blog delas está aqui






Mais sobre o autor aqui





Cestinha feita toda com sacolas plásticas


Outras idéias bacanas, para quem quiser garimpar: Recyclart

E no http://www.cucumbersome.com, idéias faça-voce-msmo, com tutoriais.

E para quem quiser ir a fundo, estão abertas as incrições para o curso de Mestrado em Sustentabilidade de Ecossistemas promovido pelo Departamento de Oceanografia e Limnologia, da UFMA. As inscrições vão de 16 de novembro a 8 de janeiro de 2010. O início das aulas é em março.

Exame de DNA: quem é o pai?

O Confluências mexeu com o mercado de São Luís. Eu não pude ir, mas num bate-papo informal com os colegas que foram peguei uma informação legal que puxou um assunto interessante. Bom, agora me fugiu a pessoa que colocou isso em apresentação, mas não importa muito. O que importa é que a idéia me foi transmitida como: "numa reunião não existem idéias individuais, toda produção é coletiva". Meu instinto inicial foi de repúdia a essa afirmação. Isso porque logo pensei se tratar de uma justificativa vã para os usurpadores de idéias ou molestadores profissionais. Aqueles que praticam assédio criativo e tomam para si a criação de algo. Depois me lembrei daquela lição popular em que "uma idéia só é sua enquanto está na sua cabeça. Quando você conta a outra pessoa ela passa a ser coletiva".

Mas o interessante foi que esse raciocínio me fez lembrar de um momento de diálogo na EDG onde o grande amigo e designer Marcelo Figueirêdo mostrou-se incomodado com o fato de reconhecermos facilmente uma marca criada pela Quadrante. Num primeiro momento eu discordei dele (eu sou do contra, hein?!) mas entendi seus motivos. O fato é que em virtude de um mercado que possui as mazelas profissionais citadas no primeiro parágrafo, faz-se necessário o uso dos créditos. Na publicidade isso é muito bem resolvido (pelo menos nas agências honestas). Mas essa observação também não faz parte da pauta principal desse post.

Recentemente trabalhei na criação de uma marca de festa de música eletrônica. E lá eu comecei, me sentindo "o" designer, com meu caderno de página quadriculada fazendo esboços que seriam levados ao Corel Draw (sim eu sofro desse mal) e em seguida editados no Photoshop. E então, no momento em que acabou a minha habilidade com informática, Nelson, parceiro de criação, deu a famosa "guaribada" na marca. No final das contas, quem vê a distinta no meu portfolio estranha. Isso porque não parece com a "linha" que costumo manter nas minhas peças.


 Primeiros esboços.


O resultado final

E aí eu fiquei no dilema do "se foi coletivo como requerer a paternidade"? Além, obviamente de me orgulhar do êxito em "sair da linha". Então compreendo bem o Marcelo em seu questionamento. O problema é que, se estivesse trabalhando com assediadores morais estaria mais próximo de ser conhecido como um falsário que como um designer que fez um bom trabalho (como considero a marca acima). E isso é um problema para quem trabalha em lugares de conduta duvidosa. Ontem eu falei sobre as batalhas que um designer trava na vida... essa é mais importante que explicar o que a gente faz. Aí sua propriedade intelectual será respeitada e não será mais necessário fazer exame de DNA de projetos.

Fiquei filosofando comigo e vi que finalmente as operadoras de telefonia móvel tem alguma coisa que interessa ao sistema criativo: dar créditos.

Ser ou não ser... eis a questão!

Hoje enquanto garimpava algo interessante no Twitter vi um post de Design_BR. Na verdade, uma sequência de 3 posts que remetiam a um texto de... de... bom, não sei de quem é, mas é do Designice. O texto (veja aqui) fala do cansaço do autor (ou autora) em ver, ano após ano, o mesmo tipo de assunto, matérias e piadas sobre ser ou não ser designer que acontecem às vésperas de 5 de novembro. Enquanto lia, me lembrei como odeio as pautas dos jornais maranhenses em véspera de Marafolia que só falam de reforma de abadá, local de entregas, lote de vendas etc, todos os anos e me tornei solidário desse sentimento de repúdia.

Alguns podem não saber, mas minha formação em Comunicação Social é em Relações Públicas, que é o curso mais procurado por quem quer ser publicitário mas quer, ou só pode, cursar uma Universidade pública. Nos 4 1/2 anos que passei na UFMA, travei algumas batalhas com professores que dedicam a profissão à arte de distribuir pessoas em uma mesa e coordenar os trabalhos (os malditos cerimonial e protocolos). No meu entendimento Relações Públicas é muito mais: é pesquisa, análise de mercado, ouvidoria, assessoria, e por aí vai, e não apenas cuidar de eventos. A gente faz isso também, mas não é só isso. Mas é coisa de habilitação adolescente, rebelde... uma hora cresce e se resolve (além disso a pauta é Design e não Relações Públicas). Problema maior enfrentam meus colegas jornalistas que, imaginem só, poderão trabalhar sem  diplomas. Enfim, o mundo está perdido, mas também não é pauta deste post.

Vamos aos fatos: pela primeira vez desde que me envolvi com Publicidade e Design eu "comemorei" o dia do Designer. E pude reparar que essa luta pelo reconhecimento e valorização que vivi tanto em Relações Públicas é tão parecida se não "menos pior" que a de Design. Quando vou declarar o maldito imposto de renda (leão @%$¨%!@#) eu posso escolher lá bonitinho a profissão de Relações Públicas - RP. Mas me recordo de Wollner reclamar que para emitir suas notas fiscais ele precisa usar de outra categoria, já que Design não é oferecida.

Bandeiras de luta de lado, fico pensando comigo sobre essa batalha sem fim. Lembro do que acontecia na minha vida RP, e aliás, apesar de ser bacharel em RP eu não me considero um profissional (e o Conselho Regional diria a mesma coisa já que não sou associado). Lembro de como brigava em não aceitar cerimonial como única finalidade para essa profissão. Lembro de querer fazer do RP um profissional com um mercado mais aberto e com mais possibilidades, e ainda acredito que seja. E quando lembro disso vejo que eu só mudei de exército, mas a guerra é a mesma.

Só que nosso amigo, ou amiga, que escreveu um post tão interessante, me faz refletir em como seguir nessa batalha. Será que essa picuínha, e aqui eu queimo meus dedos das mãos e pés, sobre quem é e quem não é designer leva a algum lugar?! Creio que não. Inclusive darei trégua aos hair-designers, food designers ou qualquer outra categoria que criticava até meia hora atrás. Mas porquê darei essa trégua?! Por dois motivos.

O primeiro é muito simples: Design vende. Design é um conceito abstrato, que de tão desconhecido, é valorizado. Seja usado como desenho ou como a profissão o uso comum da palavra permeia todos os mercados. E mais, causa diferencial. Que o diga o Gesso Dezáine aqui por perto de casa. Quantas profissões já não possuem esse acessório fashion anglo-americano para valorizar suas razões de ser?! Só no último parágrafo listei 2. E porque estou com preguiça de ficar buscando exemplos. O Design é um Neston, tem mil maneiras de preparar e você ainda pode inventar mais uma... e é aí que entra o segundo motivo: todo mundo é designer - ou tem um pouco dele.

Sim, todo mundo tem alguma coisa de designer. Vamos pelo básico: caligrafia - cada um tem a sua. Estilo de vestir, corte de cabelo,  aparência. Tudo isso é Design... ou não estamos nos "embalando" para a sociedade? Além disso tem o gosto. Cada um com o seu, que nem nariz. Tá certo que um ou outro tem o seu mais limpinho. Eu tenho um leve desvio de septo e não vou comentar essa parte. Todo mundo pode desenhar alguma coisa e transformar em marca ou produto. É verdade. E isso ainda ficou mais fácil com a democratização da informática.

A essa altura vocês estão pensando que eu preciso de um remédio, mas é verdade. Design vende e todo mundo é Designer. E daí que a marca da Banda Dzaine é ruim? Provavelmente  está à altura do som que faz (aos meus olhos e ouvidos). O fato é que deve funcionar a que se propõe, a quem quer atingir. Daí saímos da esfera de juízo de valor e vamos analisar a eficácia. Então pra quê perder tempo com essa discussão de é-não-é, faz-não-faz? Continue fazendo o que você acredita e isso será a sua melhor contribuição para o Design.

No final das contas lembre-se: Design vende e todo mundo é designer. Mas, como alerta sempre meu amigo Paulo Coelho (o designer, não o "mago"): cada cliente tem o Designer que merce.

Para as mulheres do design...

...e homens também. Uma boa inspiração e motivação para esse universo em sua maioria masculino.


Eu, pelo tempo que tenho de mercado, já passei por agências e gráficas e as mulheres que trabalharam ou trabalham comigo são sempre secretárias, mídias ou produção/atendimento, me arrisquei em outra área, tive crise de abstinência e voltei, ainda não tive o prazer de trabalhar em uma equipe que tenha outra mulher na criação!!! Quem sabe um dia abro uma agência só de garotas, já pensou, e homem só se for no secretariado!!! huahuahuahua brincadeirinha. Por enquanto, homens+mulher, comigo tá indo tudo bem.

Até a próxima!

10 coisas que você não aprende na escola de Design


Aprendemos muito sobre design na universidade, mas algumas coisas só aprendemos depois que entramos no mercado de trabalho.
Esse site designreviver tem uma lista das 10 coisas que não aprendemos numa escola de design, mas precisamos saber. É bem interessante.

Além dessa matéria, o site tem muita coisa legal... Vale a pena perder um tempinho nele.

10 coisas que você não aprende na escola de Design

Para trabalhar com design é preciso saber desenhar?



Participando de fóruns na internet sobre design, arte e quadrinhos, vez ou outra me deparo com pessoas com dúvidas ou dificuldades em relação à habilidade de desenhar na profissão de designer.

O termo “design”, para a maioria das pessoas, significa desenho, até mesmo quem trabalha ou estuda na área se confunde com o significado da palavra que, na verdade não é desenho. André Villas Boas em seu livro “O que é e o que nunca foi design gráfico” da Ed. 2AB, explica estes conceitos de modo bem claro.

“Design” é uma palavra da língua inglesa que não possui uma tradução exata em português (assim como a nossa palavra “saudade” em outras línguas). A palavra em inglês para desenho é “draw” que significa representar uma idéia graficamente marcando com uma ferramenta alguma superfície (carvão numa parede, lápis ou caneta sobre papel ou até mesmo a caneta eletrônica sobre uma mesa digitalizadora).

Então quem faz design faz desenho? Não necessariamente, mas se não souber fazer faz falta. Quando uma pessoa começa a fazer design, está desenvolvendo uma atividade projetual (problema/necessidade - pesquisa/análise - soluções/esboços - resultados/formas finais) que requer em determinada fase a transposição do que está no campo das idéias para o campo concreto e palpável.

Os softwares de desenho vetorial, manipulação de imagens e construção de objetos tridimensionais teoricamente dispensam a habilidade de saber desenhar à mão livre. Porém, a pessoa que possui uma prática de esboçar suas idéias num pedaço de papel tem muito mais fluidez na concepção do trabalho, mesmo que ela não vá direto ao papel e sim à tela. Parece contraditório mas não é. Quem tem prática de desenhar à mão livre passa por um processo criativo diferente de quem só usa a máquina para criar.

Mike Rohde's Sketch Kit (Open) por Mike Rohde.

 A experiência de fazer à mão livre desperta um gatilho na mente que só quem faz sabe a diferença. Quando passa da folha de papel em branco para a tela em branco do monitor seu repertório visual é maior, podendo explorar outras possibilidades nas ferramentas dos programas não se limitando às formas pré-determinadas.

Portanto saber desenhar não se torna uma premissa fundamental para trabalhar com design, mas quem sabe se expressar graficamente desenhando à mão livre leva uma certa vantagem em relação a quem só usa os softwares gráficos. Como disse um designer colega meu: “desenhar é o pulo do gato”.

Buscador de ícones

Clique na imagem para acessar o site.



Não sei se alguém já conhece mas aí vai a dica.

Icon Finder é um buscador de ícones.

São mais 115000 ícones divididos em várias categorias. Vale a pena dar uma olhada.

Shutter Speed: novidade inédita?

Shutter Speed é a técnica que consiste em diminuir a velocidade de abertura do obturador de uma câmera fotográfica (ou digital para quem preferir) e elaborar desenhos no ar com uma lanterna. Como sabemos a foto é um processo que precisa de luz para acontecer e enquanto o obturador fecha-se lentamente o caminho percorrido pela lâmpada da lanterna cria uma via de luz na fotografia. Esse processo não é nada novo embora (re)surja como sendo de tempos em tempos.

Um dos trabalhos mais recentes que me recordo (e nem podemos julgar recente assim) é o da logo e merchan de Alice, uma produção HBO Brasil (vejam cartaz abaixo).



Mas essa longa introdução serve apenas para que cheguemos nas imagens que encontrei no FFFFound! hoje. São fotos do mestre-faz-tudo Picasso. Me recordo das cenas em que Antony Hopkins (interpretando o pintor/escultor em "Os amores de Picasso") retrata a fase em Picasso experimentava essa "arte" com sua então esposa (a terceira no filme). As fotos são da revista Live.

 





Após vermos isso fica a questão: é possível ser inédito ou original ainda?! É possível ser uma coisa e outra não?! Até o meio-dia de hoje achava que há como ser original sem ser inédito. Aí tive que recorrer ao dicionário para buscar o sentido real das palavras e, pelas definições, me definir quanto ao que acredito ser.

Segundo o Michaelis as definições são:
o.ri.gi.nal1
adj m+f (lat originale) 1 Relativo a origem. 2 Que tem o cunho da origem. 3 Que provém da origem. 4 Feito pela primeira vez, ou em primeiro lugar; que não é copiado nem reproduzido. 5 Que não foi dito ou feito à imitação de outrem. 6 Que tem caráter próprio; que não copia nem imita. 7 Que não tem semelhante; esquisito, extraordinário. 8 Bizarro, excêntrico, extravagante, singular. sm 1 O que provém da origem. 2 O que tem caráter próprio; o que não foi copiado nem imitado. 3 Primeira redação de uma obra ou de um pensamento. 4 Tip Texto manuscrito ou datilografado, destinado à composição. 5 Escrito ou desenho primitivos dos quais se tiram cópias. 6 Tipo, modelo, padrão que inspirou imitações. 7 Pessoa excêntrica.
 inédito
i.né.di.to
adj (lat ineditu) 1 Que não foi publicado ou impresso: Obra inédita. 2 Aplica-se ao autor cujas composições nunca foram publicadas. 3 Hist nat Designativo dos animais e das plantas cuja descrição, classificação ou desenho não foram ainda publicados. 4 Fora do comum, nunca visto, original. sm Obra ainda não publicada; escrito ainda não impresso.
 O grande problema consiste na equivalência dos termos. Se pergarmos as imagens acima (considerando Picasso o primeiro a usar a técnica) o que seria cada trabalho?! Sem dúvidas consideramos Picasso, e isso faz com que o cartaz de Alice não seja original, apenas. Mas a forma com que foi usado, com cores, desenhos sem seus autores, remetendo às luzes da cidade e não apenas pela forma do desenho, aí sim temos ineditismo. E tudo isso por um terceiro verbete.
inovar
i.no.var
(lat innovare) vtd 1 Fazer inovações, introduzir novidades em (leis, costumes, artes etc.). 2 Produzir algo novo, encontrar novo processo, renovar: Inovar a execução de um trabalho. 3 Introduzir (palavras) pela primeira vez em uma língua.
 Então, poucas horas depois, vejo que é possível sim ser inédito sem ser original. Basta dar um novo olhar, uma nova leitura. Mas isso é o que eu acho. E você? O que acha?

Cartazes de turismo de antigamente

aiu no Grain Edit uma série de cartazes de turismo feitos entre os anos 50 e 70. Muito bacana. São dois posts (que você pode acessar aqui e aqui). Abaixo um pouco do melhor dos links (cliquem par ampliação):