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Push your ideas!

Acabei de encontrar esse vídeo cheio de pequenas mensagens para criativos. Pode parecer batido as frases feitas e já velhas conhecidas de alguns, mas a forma como foram reunidas e apresentadas é realmente bem bacana. É bem curtinho, tem só um minuto.


Reciclando o conceito de sustentabilidade

Ontem tive a sorte de assistir, no Ceuma, a palestra do meu colega de pós, Marcelo Figueiredo, sobre sustentabilidade. Atualmente, esse tema é discutido em todo canto, mas especialmente ontem eu aprendi muitas coisas. Entre elas, destaco as 4 perguntas que todo designer/arquiteto/engenheiro (etc) deve se fazer ao idealizar um projeto:
1. É ecologicamente correto?
2. É socialmente justo?
3. É economicamente viável?
4. É culturamente aceito?
Se para alguma dessas perguntas a resposta for não, vc está falhando no quesito sustentabilidade.

A verdade é que, se pararmos um instante para pensar na definição mais conhecida de sustentabilidade, que é "suprir as necessidades da geração presente sem afetar a habilidade das gerações futuras de suprir as suas", vemos que estamos longe desse ideal, mesmo os que tem clara intenção de alcançá-lo. Mas é importante que um conceito como este esteja 'na moda'e tenha passado a ser considerado cool. O capitalismo estimula tantas falsas necessidades em nós, e em geral necessidades fúteis, que é de se admirar quando algo que visa o bem coletivo se configure agora como necessidade. Bato palmas para isso!

Nesse espírito, fiz uma pesquisa sobre reaproveitamento de materiais para novos usos, e descobri muitas idéias bacanas. As possibilidade de re-uso são infinitas, e já tem uma galera muita criativa por aí enxergando fora do quadrado.



Junior Fritz Jacquet
pegou os rolinhos do papel higienico, dobrou, amassou e pintou e ficou legal assim.




Mais informações aqui




Gabriela e Lean fazem material de escritório de peças de informática. O blog delas está aqui






Mais sobre o autor aqui





Cestinha feita toda com sacolas plásticas


Outras idéias bacanas, para quem quiser garimpar: Recyclart

E no http://www.cucumbersome.com, idéias faça-voce-msmo, com tutoriais.

E para quem quiser ir a fundo, estão abertas as incrições para o curso de Mestrado em Sustentabilidade de Ecossistemas promovido pelo Departamento de Oceanografia e Limnologia, da UFMA. As inscrições vão de 16 de novembro a 8 de janeiro de 2010. O início das aulas é em março.

Estética Marginal



A intenção desse livro publicado pela Editora Zupi e patrocinado pela marca Ecko, é mostrar o graffiti como expressão de arte. O livro reúne textos críticos sobre o movimento dos grafiteiros e conta a trajetória de dez artistas do gênero: Akeni, Boleta, Chivitz, Highraff, Prozak, Nove, Nunca, Paulo Ito, Titi Freak e Zézão.

A coleção tem cinco livros que retratam a cena do graffiti brasileiro a partir de 2006. Realizado sob registro fotográfico e entrevistas, o livro proporciona um olhar artístico sobre a cultura urbana contemporânea.

O projeto é resultado de dois anos de pesquisa, documentação, entrevistas e exploração do espaço urbano da cidade de São Paulo realizadas pelo autor Victor Moriyama em parceria com o fotógrafo Felipe Lopez.


Dica pra quem quer saber mais sobre o livro: Zupi TV

Exposição de Graffiti no MuBE - SP: Graffiti Fine Art




Para trabalhar com design é preciso saber desenhar?



Participando de fóruns na internet sobre design, arte e quadrinhos, vez ou outra me deparo com pessoas com dúvidas ou dificuldades em relação à habilidade de desenhar na profissão de designer.

O termo “design”, para a maioria das pessoas, significa desenho, até mesmo quem trabalha ou estuda na área se confunde com o significado da palavra que, na verdade não é desenho. André Villas Boas em seu livro “O que é e o que nunca foi design gráfico” da Ed. 2AB, explica estes conceitos de modo bem claro.

“Design” é uma palavra da língua inglesa que não possui uma tradução exata em português (assim como a nossa palavra “saudade” em outras línguas). A palavra em inglês para desenho é “draw” que significa representar uma idéia graficamente marcando com uma ferramenta alguma superfície (carvão numa parede, lápis ou caneta sobre papel ou até mesmo a caneta eletrônica sobre uma mesa digitalizadora).

Então quem faz design faz desenho? Não necessariamente, mas se não souber fazer faz falta. Quando uma pessoa começa a fazer design, está desenvolvendo uma atividade projetual (problema/necessidade - pesquisa/análise - soluções/esboços - resultados/formas finais) que requer em determinada fase a transposição do que está no campo das idéias para o campo concreto e palpável.

Os softwares de desenho vetorial, manipulação de imagens e construção de objetos tridimensionais teoricamente dispensam a habilidade de saber desenhar à mão livre. Porém, a pessoa que possui uma prática de esboçar suas idéias num pedaço de papel tem muito mais fluidez na concepção do trabalho, mesmo que ela não vá direto ao papel e sim à tela. Parece contraditório mas não é. Quem tem prática de desenhar à mão livre passa por um processo criativo diferente de quem só usa a máquina para criar.

Mike Rohde's Sketch Kit (Open) por Mike Rohde.

 A experiência de fazer à mão livre desperta um gatilho na mente que só quem faz sabe a diferença. Quando passa da folha de papel em branco para a tela em branco do monitor seu repertório visual é maior, podendo explorar outras possibilidades nas ferramentas dos programas não se limitando às formas pré-determinadas.

Portanto saber desenhar não se torna uma premissa fundamental para trabalhar com design, mas quem sabe se expressar graficamente desenhando à mão livre leva uma certa vantagem em relação a quem só usa os softwares gráficos. Como disse um designer colega meu: “desenhar é o pulo do gato”.